domingo, 1 de janeiro de 2012

O eterno partir

Entre ficar e partir, sempre preferi o partir. E mais uma vez, chegou a hora de fazer a mochila, e ganhar a estrada. 
Não devo voltar em breve, logo, cada ida é também uma despedida da cidade que ainda chamo de minha. Nossa relação tem mudado ano a ano. Hoje ela me parece aquela tia distante, que vejo só em ocasiões especiais, geralmente desagradáveis. Ainda volto, porque minhas raízes estarão sempre fincadas nesse chão gelado e úmido. Mas, diferente de outras vindas, não coloquei as expectativas na mochila. São tão poucas e tão pequenas, que caberiam no bolso da calça. Mas nem isso fiz. Deixei-as...
Desejei sim, encontrar algumas pessoas, mas quase não insisti. E dos poucos que encontrei, me abasteço pelos próximos meses. 
Volto então, pro lugar que é meu endereço atual, sem saber até quando será. Retomo o trabalho, querendo sempre mais, deixando a mala sempre pronta.
E quem sabe, um dia eu volte...

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