Prezo pouco, mas o pouco que prezo, prezo muito. E prezo coisas simples...
Dentre elas, os ciclos: o de calar, o de vociferar, o de aguardar, o de urgir.
E os vivo todos, num mesmo dia...
E prezo pela inconstância.
Busco a fina sintonia entre o que deve e o que me move.
Agarro minhas crenças e convicções; abro pequenas e breves concessões, só porque o caminho entre elas é divertido.
E retomo o ciclo. Sou o que me move, e me movo pelo que sou. Me regurgito.
Como sempre. Sempre como.
Desfaço o sentido de tudo que me esforcei muito para fazer sentido.
Meu sentir não pensar. E não penso no que sinto.
Me empurro para o abismo, e refuto a mão que quer me segurar.
Me abasteço da vertigem da queda. Me esfalfo no chão, bato o pó das velhas calças.
Limpo o sangue do nariz na manga da camisa.
E subo. E ciclo. E prezo.
De novo.