domingo, 30 de setembro de 2012

Vindas

Não foi a primeira vez que a calma me estendeu a mão.
Orgulhoso, sempre desdenhei.
E por pura pirraça, metia as mãos no bolso.
Ela porém, nunca desistiu.
- Tarefa! dizia, humilde.
Noite dessas, ouço bater à janela.
Já conheço o som suave da sua pequena mão ao encontrar o vidro.
Sorrindo, me ofereceu mais uma vez.
E resolvi aceitar seu convite...
Não sei como será, sua companhia é nova,
Também não sei até quando nossas mãos estarão unidas,
Mas até lá, aproveito sua presença, e com calma, sigo
E escrevo...