A veia que salta, a pupila que dilata.
O punho que cerra, os dentes que rangem.
Fúria. Inata, própria.
O instinto, cego. O passo firme. O pensar, deixado.
O sangue que ferve, a boca que saliva.
A bílis que explode, o fel que se espalha.
Raiva. Doce, pura.
O urro, grave. O músculo, rijo. A consequência, esquecida.
Civilizados, esquecemos quem somos:
Animais enjaulados. Omissos e passivos; aguardando a dose diária de ração, as migalhas do afago.
Fugimos, mansos, em busca da adaptação.
Agonizamos a cada dia, sorrindo.
sorrio com os lábios que é pra não "instintivar-me"
ResponderExcluirsorriamente cenho o serro do âmago.